O Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel) esteve no Rio de Janeiro para uma reunião com representantes do Sinttel-Rio, Pernambuco e Espírito Santo, com o objetivo de trocar experiências e fortalecer a atuação conjunta em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras do setor de telemarketing e buscar avanços na regulamentação da profissão.
Representaram o Sintratel o presidente, Marco Aurélio, e os diretores Marcísio Moura, Alex Boccia e Alberto Paiva. O encontro reuniu entidades sindicais do segmento, com participação do Sintratel-RS e dos Sintteis de Pernambuco, Espírito Santo e Rio de Janeiro, anfitrião da atividade.
Entre os principais temas discutidos esteve o projeto de lei de Regulamentação da Profissão, além da necessidade de construir uma estratégia nacional de organização sindical para enfrentar a precarização das relações de trabalho nas operações, o combate a escala 6x1 e a necessidade de atualização do Anexo II da NR-17. As entidades também defenderam o fortalecimento de mecanismos de saúde, prevenção e proteção dos trabalhadores, diante das condições cada vez mais intensas e desgastantes encontradas no setor.
A avaliação das entidades é de que a regulamentação precisa vir acompanhada de medidas concretas para garantir condições dignas de trabalho, combater a precarização e proteger a saúde física e mental dos profissionais.
A agenda no Rio também foi marcada pela comemoração dos 85 anos do Sinttel-Rio e pela participação na Feira do Livro do Rio, iniciativa promovida pela entidade há cinco anos. O Sintratel participou de uma mesa de debates que contou com o professor, Ricardo Antunes, Ivan Pinheiro e o presidente do Sinttel-RJ, Luiz Antônio da Silva, discutindo os impactos da modernidade, da inteligência artificial e da chamada uberização sobre o mundo do trabalho, em especial nas Telecomunicações.
O debate reforçou a necessidade do movimento sindical acompanhar as profundas transformações tecnológicas e econômicas em curso, garantindo que inovação e inteligência artificial não sejam utilizadas como instrumentos de precarização, retirada de direitos ou desvalorização profissional.
Para o Sintratel, a construção de uma ação nacional e articulada entre os sindicatos é fundamental para enfrentar os novos desafios e assegurar que a modernização das relações de trabalho esteja a serviço dos trabalhadores e trabalhadoras, e não da ampliação da exploração.
Afinal, é se organizando que poderemos reforçar nossa luta!
