Como presidente do Sintratel, recebo com entusiasmo — e também com senso de responsabilidade — a aprovação, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, da proposta que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Esta é uma conquista real para milhões de trabalhadoras e trabalhadores que enfrentam o peso de um sistema tributário historicamente injusto e concentrador. É uma vitória construída pela pressão social, pela mobilização sindical e pela luta diária de quem mantém este país de pé.

Finalmente, o Senado reconhece que quem ganha pouco não pode continuar arcando com uma carga tributária desproporcional. A ampliação da isenção não altera a tabela progressiva — algo que ainda precisamos enfrentar —, mas expande um mecanismo que permite zerar a tributação para quem recebe até R$ 5 mil. Na prática, isso significa mais dinheiro no bolso de quem sustenta sua família com esforço diário, e não pode ser penalizado por um sistema ultrapassado.

Outro ponto importante é o desconto previsto para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Embora esse grupo não seja totalmente isento, o alívio no imposto já representa um reconhecimento de que a classe trabalhadora de média renda também sofre com o aprofundamento do custo de vida. É um passo, ainda que tímido, na direção certa.

Nós, do Sintratel, celebramos esta vitória, mas não perdemos de vista a batalha maior: a reforma tributária que enfrente privilégios, taxe os mais ricos e devolva dignidade fiscal aos trabalhadores. Hoje comemoramos, sim. Mas seguimos vigilantes, mobilizados e firmes na defesa de um país mais justo, onde quem produz riqueza não seja punido, e quem concentra riqueza contribua com responsabilidade. A luta continua — e cada avanço reafirma que vale a pena resistir.

Marco Aurelio - presidente