O Sintratel teve participação efetiva somando esforços na audiência pública “6x1 Não! Uma nova jornada pela vida e trabalho”, realizada na última segunda-feira (30/03), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
O encontro reuniu importantes lideranças sindicais, autoridades e representantes de diversas categorias profissionais para debater os impactos da escala 6x1 — modelo que estabelece seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso — e a urgência de sua revisão sem redução salarial, conforme propõe a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025, em tramitação no Congresso Nacional.
Representando o Sintratel, o presidente Marco Aurélio de Oliveira e membros da diretoria executiva e de base.
A expressiva participação da entidade reforça seu compromisso histórico com a defesa dos direitos da categoria de teleatendimento e com a construção de melhores condições de trabalho e saúde.
A mesa de abertura contou com a presença de diversas lideranças, entre elas o deputado estadual, Luiz Claudio Marcolino, o ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho, o presidente da CUT-SP Raimundo Suzart, a presidenta do Sindicato dos Bancários, Neiva Ribeiro, a presidenta do Sinthoresp, Elisabete dos Santos Cordeiro, o secretário-geral da Fetrhotel, Antônio Carlos da Silva Filho, o presidente do Simpromark Pedro Barnabé, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Barueri, Amaro Pereira, além de representantes da federação dos bancários e outras entidades.
Durante sua intervenção, o presidente do Sintratel, Marco Aurélio, destacou que o fato da sociedade já estar debatendo o fim da escala 6x1 representa um avanço significativo na luta dos trabalhadores. Para ele, é fundamental ampliar esse debate, incorporando temas como juventude, diversidade e as transformações no mundo do trabalho impulsionadas pelas novas tecnologias.
O dirigente também ressaltou a importância histórica da construção do Anexo II da NR-17, fruto de parceria com a categoria bancária, que garantiu a jornada de 36 horas semanais para os trabalhadores de telemarketing. No entanto, alertou para a necessidade urgente de atualização da norma, considerando que cerca de 40% dos atendimentos já são realizados por meio de canais digitais, como whatsApp, chats e e-mails, o que altera significativamente a dinâmica da atividade.
Marco Aurélio enfatizou ainda que, o avanço tecnológico e a robotização precisam ser discutidos sob a ótica da proteção ao trabalhador, garantindo que essas inovações sirvam para melhorar as condições de trabalho, e não para eliminar postos de emprego. Segundo ele, apesar da conquista da jornada reduzida, a manutenção da escala 6x1 ainda compromete a qualidade de vida dos trabalhadores.
“Somos uma categoria essencial, mas também precisamos de tempo para viver. Precisamos de lazer, cultura, tempo para estudar e conviver com nossas famílias. Por isso, é fundamental avançar para uma jornada 5x2, que permita mais equilíbrio entre vida profissional e pessoal”, afirmou.
A participação do Sintratel na audiência reforça seu protagonismo nas discussões sobre o futuro do trabalho e evidencia a importância da mobilização sindical na construção de políticas públicas que garantam mais dignidade, saúde e qualidade de vida para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.



