MarchaMulherNegra-2015Contra a discriminação e o preconceito! Por igualdade de direitos e oportunidades! Contra o racismo, a violência e pelo bem viver!

No dia 18/11/2015, será realizada à primeira Marcha das Mulheres Negras em Brasília, com concentração partir das 9hs nas imediações do Ginásio Nilson Nelson até o Congresso Nacional.

A Marcha das Mulheres Negras 2015 tem como um dos vários objetivos dar visibilidade a cerca de 49 milhões de mulheres negras espalhadas por todo o Brasil. Continuamos com os salários mais baixo que as mulheres não negras e os homens negros, é preciso fortalecer esta luta, pois dia a dia as mulheres continuam sendo precarizadas e degradadas no mundo do trabalho, onde a maioria das mulheres negras concentra-se nos setores de Serviços (70,6%) e nos Serviços Domésticos (19,2%). Geralmente, as mulheres negras estão em ocupações precárias e com menor exigência de qualificação profissional e consequentemente com menores rendimentos.

As mulheres vão marchar para conquistar os seus direitos combatendo o racismo, o machismo, a pobreza, a desigualdade social e econômica.

  • pelo fim do femicídio de mulheres negras e pela visibilidade e garantia de nossas vidas;
  • pela investigação de todos os casos de violência doméstica e assassinatos de mulheres negras, com a penalização dos culpados;
  • pelo fim do racismo e sexismo produzidos nos veículos de comunicação promovendo a violência simbólica e física contra as mulheres negras;
  • pelo fim dos critérios e práticas racistas e sexistas no ambiente de trabalho;
  • pelo fim das revistas vexatórias em presídios e as agressões sumárias às mulheres negras em casas de detenções;
  • pela garantia de atendimento e acesso à saúde de qualidade às mulheres negras e pela penalização de discriminação racial e sexual nos atendimentos dos serviços públicos;
  • pela titulação e garantia das terras quilombolas, especialmente em nome das mulheres negras, pois é de onde tiramos o nosso sustento e mantemo-nos ligadas à ancestralidade;
  • pelo fim do desrespeito religioso e pela garantia da reprodução cultural de nossas práticas ancestrais de matriz africana;
  • pela nossa participação efetiva na vida pública.

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