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O Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel), firmou um Acordo Coletivo de Trabalho com a empresa ONE BY ONE GESTÃO DE RELACIONAMENTOS LTDA, com destaque para a cláusula 15, que trata do programa de cargos e salários, assegurando um reajuste salarial anual em conformidade com a Convenção Coletiva de Trabalho para todos os cargos listados, mesmo aqueles que possuem remuneração superior ao piso salarial da categoria como Analista de Atendimento Júnior, Analista Multicanal, Analista de Atendimento Sênior, entre outros.

Além disso, a convenção abordou outros temas importantes, como o modelo de compensação 7.12, o comprimento do anexo II da NR (Norma Regulamentadora) e a Lei Maria da Penha. Esses assuntos são cruciais para garantir condições de trabalho justas e seguras para os funcionários da empresa.

É relevante ressaltar que o Sintratel também promoveu a campanha de sindicalização de 2024, buscando fortalecer a representatividade dos trabalhadores e defender seus direitos de forma coletiva.

A sindicalização é uma forma importante de garantir que os trabalhadores tenham voz ativa em negociações e na defesa de seus interesses no ambiente de trabalho.

 

 

Paulo Pinto/Agência Brasil

Escola da zona norte teve a mesma pontuação da Dragões da Real, mas ganhou pelos critérios de desempate. Tom Maior e Independente caíram. Pela primeira vez, apuração foi narrada por uma mulher

 

 

São Paulo – A Mocidade Alegre é bicampeã do Grupo Especial do carnaval de São Paulo. Na apuração realizada na tarde desta terça-feira (13), a escola do bairro do Limão, na zona norte da capital, fundada em 1967, venceu em disputa acirrada com a Dragões da Real. As duas tiveram o mesmo número de pontos (270), mas a Mocidade venceu pelos critérios de desempate. Na outra ponta, Tom Maior e Independente foram rebaixadas. (Veja abaixo a classificação final.) Subiram a Estrela do Terceiro Milênio e a Colorado do Brás.

Brasileia Desvairada: a busca de Mário de Andrade por um país foi o tema que a Mocidade levou para o Sambódromo, na segunda noite do desfile. A escola narrou as pesquisas do escritor paulistano sobre as várias manifestações da cultura brasileira. O título faz referência ao livro Pauliceia Desvairada, publicado em 1922.

“Um ano muito difícil, um carnaval muito acirrado, onde todas as escolas vinham muito bem”, declarou logo depois do resultado a presidenta da Mocidade, Solange Bichara Cruz.

 

Dificuldades e protesto

Duas das mais tradicionais escolas paulistanas, que retornaram ao grupo principal, tiveram resultados ruins. A Camisa Verde e Branco, da Barra Funda, ficou em antepenúltimo lugar, escapando por pouco de novo rebaixamento. Já a Vai-Vai, da Bela Vista (“Bixiga”), terminou em oitavo.

O desfile da Vai-Vai, por sinal, causou protesto do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp). A entidade divulgou nota criticando a apresentação, que teria “demonizado” a polícia ao mostrar agentes com chifres. Na ala “Sobrevivendo no Inferno”, referência a uma canção dos Racionais MC´s, havia componentes da escola portanto escudos em que se lia a palavra “Choque”, e com chifres e asas vermelhas. O tema da Vai-Vai era o movimento Hip Hop.

O sindicato pediu que a agremiação faça uma “retratação” pública. Já a Vai-Vai afirmou que não teve intenção de fazer uma provocação, mas estava fazendo “recortes históricos” em seu desfile, caso do álbum dos Racionais, lançado nos anos 1990. “Os precursores do movimento hip hop no Brasil eram marginalizados e tratados como vagabundos, sofrendo repressão e, sendo presos, muitas vezes, apenas por dançarem e adotarem um estilo de vestimenta considerado inadequado para época.”

 

Mulher comanda a apuração

Esta foi a primeira vez que uma mulher fez a narração das notas dos jurados às escolas de São Paulo. A locutora Eloise Matos, de 50 anos, substituiu Antônio Pereira da Silva, o Zulu, a voz das apurações paulistanas nos últimos 30 anos.

Paulistana da Penha, na zona leste da capital, Eloise tem três décadas de experiência no rádio. Também apresentou shows e peças publicitárias.

 

Classificação final

1º) Mocidade, 270 pontos

2º) Dragões da Real, 270

3º) Acadêmicos do Tatuapé, 269,8

4º) Gaviões da Fiel, 269,6

5º) Mancha Verde, 269,6

6º) Império de Casa Verde, 269,6

7º) Acadêmicos do Tucuruvi, 269,4

8º) Vai-Vai, 269,4

9º) Barroca Zona Sul, 269,3

10º) Águia de Ouro, 269,1

11º) Rosas de Ouro, 269,1

12º) Camisa Verde e Branco, 269

13º) Tom Maior, 268,7

14º) Independente, 268,7

 

Fonte: Rede Brasil Atual

Arquivo

Campanha de vacinação já começou no Distrito Federal e chega nesta semana em Goiás

 

São Paulo – O Brasil já registra 512.353 casos prováveis de dengue desde o início do ano, informa a Agência Brasil com dados do Ministério da Saúde. Até agora, foram registrados 75 óbitos pela doença. Outras 340 mortes estão sendo investigadas. A campanha de vacinação contra a dengue começou na última sexta-feira (9), no Distrito Federal. 

De acordo com o painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde, citado pela agência, o coeficiente de incidência da dengue no país é 252,3 casos para cada 100 mil habitantes. Entre os casos prováveis, 54,9% são em mulheres e 45,1%, em homens. A faixa dos 30 aos 39 anos concentra o maior número de casos. Em seguida, vêm os grupos de 40 a 49 e de 50 a 59 anos.

Entre as unidades da federação, Minas Gerais lidera em número absoluto de casos prováveis (171.769). Na sequência, aparecem São Paulo (83.651), Distrito Federal (64.403) e Paraná (55.532). Com o coeficiente de incidência como critério, o ranking mostra à frente Distrito Federal, Minas, Acre e Paraná.

 

Vacinação vai começar em Goiás

No primeiro dia de campanha no DF, foram aplicadas 3.633 doses em crianças e adolescentes entre 10 e 11 anos. Nesse sentido, a vacinação em Goiás, que já recebeu as doses do Ministério da Saúde, deve começar na próxima quinta-feira (15), em 51 municípios.

Além disso, o Rio de Janeiro registrou 39.311 casos prováveis e três óbitos, de janeiro até ontem (12), segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Até o último dia 5, eram 25.136. Assim, em apenas uma semana houve crescimento de 56%.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, já pediu ajuda da população para combater focos caseiros. Segundo ela, 75% dos focos estão em residências.

 

Confira algumas medidas de precaução:

Colocar areia nos vasos de planta

Amarrar bem os sacos de lixo

Manter a caixa d´água bem fechada

Limpar as calhas

Deixar pneus em locais cobertos

Esvaziar garrafas, potes e vasos

 

Com informações da Agência Brasil

O Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing), protocolou uma notificação, nesta quinta-feira (08/02), junto à empresa Garra Administração de Negócios Ltda para garantir o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho de 2023, especialmente no que diz respeito à aplicação do reajuste salarial de 2023, assegurando a data base de 1º de janeiro de 2023.Essa ação visa proteger os direitos dos trabalhadores e garantir que a empresa cumpra com as obrigações estabelecidas no acordo coletivo.

É importante que as empresas estejam cientes e cumpram as determinações estabelecidas nas convenções coletivas de trabalho, garantindo assim o respeito aos direitos trabalhistas e a valorização dos profissionais.

O Sintratel atua como representante dos trabalhadores, buscando assegurar melhores condições laborais e salariais, bem como o cumprimento das normas estabelecidas para a categoria. O reajuste salarial e a data base são questões fundamentais para garantir a justiça e equidade nas relações de trabalho.

Esse tipo de ação por parte dos sindicatos é essencial para manter o equilíbrio e a harmonia nas relações trabalhistas, protegendo os interesses dos trabalhadores e promovendo um ambiente laboral mais justo e seguro.

Espera-se que a empresa Garra Administração de Negócios Ltda atenda às solicitações feitas pelo Sintratel, garantindo assim o cumprimento das regras estabelecidas na Convenção Coletiva de Trabalho de 2023 e o respeito aos direitos dos seus colaboradores.

Para resolver as questões em aberto, uma Rodada de Negociação Permanente será realizada de forma virtual no dia 21 de fevereiro de 2024, às 09:30. Esse tipo de ação é essencial para garantir os direitos e benefícios dos trabalhadores, bem como para manter um diálogo construtivo entre sindicatos e empresas.

 

Sindicatos alemães se renovam com a entrada de associados jovens

Os trabalhadores jovens alemães têm demonstrado interesse em se sindicalizar e em mais ação industrial, em meio ao progressivo inverno econômico do país. Depois da grande greve dos maquinistas do fim de janeiro, diversos serviços de transporte público suspenderam suas atividades nesta sexta-feira (02/02), e grande parte dos controladores de voo aderiu a uma paralisação de advertência em 11 aeroportos, neste fim de semana.

O sindicato Ver.di, o maior da Alemanha, que convocou as greves mais recentes, descreveu 2023 como seu ano de maior êxito desde que foi fundado, 22 anos atrás. Representando 1,9 milhão de prestadores de serviços de diversos setores, ele recebeu nesse ano 193 mil novos sócios, um ganho líquido de 40 mil filiações.

Outras associações sindicais apresentam uma tendência similar: o GDL, dos maquinistas, pequeno, porém de alta projeção, anunciou recentemente ter crescido 18% desde 2015. Por sua vez, o sindicato alemão mais antigo, o NGG, do setor de gastronomia, expandiu seus quadros com mais de 20 mil novos afiliados em 2023.

Stefan Körzell, da diretoria da Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB), saudou o fato de cinco de suas oito associações integrantes terem acusado um aumento em suas filiações.

“Em primeiro lugar, estamos todos realmente felizes. É um sinal positivo. Temos uma pirâmide etária como todas as organizações de sócios, como os partidos, as Igrejas e os clubes. E acho que conseguimos reverter a tendência nos últimos dois, três anos, graças a uma política e uma representação de interesses inteligentes.”

 

Engajamento de filiados surpreende os próprios sindicatos

Contudo Körzell está também alerta para o fato de que o ano anterior foi uma anomalia, já que há décadas a sindicalização vem caindo continuamente na Alemanha. A DGB encolheu, de 9,3 milhões de membros em meados dos anos 1990, para 5,6 milhões, sobretudo devido a deslocamentos demográficos, em que uma geração mais velha de assalariados vai gradualmente entrando para a aposentadoria.

Apenas para compensar tais perdas “naturais”, um grande sindicato como o Ver.di precisaria recrutar pelo menos 150 mil novos sócios a cada ano. Nesse contexto, o atual incremento pode parecer uma bagatela, mas mesmo assim traz bons augúrios para o setor.

Pois os números também indicam interesse renovado entre as gerações mais jovens: o Ver.di assinala que 50 mil dos recém-afiliados têm menos de 28 anos de idade. “Vê-se isso em todos os âmbitos: mesmo os sindicatos que não aumentaram seus quadros, no total, tiveram mais membros jovens”, registra Körzell.

O pesquisador Thorsten Schulten, da Fundação Hans Böckler, ligada à DGB, crê que a Ver.di deve muitos de seus novos sócios sobretudo às disputas trabalhistas recentes. Porém isso não significa que as organizações estejam intencionalmente incitando greves para aumentar o próprio poder.

“Acho que os próprios sindicatos estão espantados com a força do apoio e da participação de seus membros. Parece-me que em certas áreas eles estão sendo incentivados pelos próprios membros.” Para o pesquisador, a atual onda de ação industrial é resultado das adversidades sociais crescentes.

“Não devemos esquecer que nos últimos anos tivemos taxas de inflação historicamente altas, que os assalariados tiveram que aguentar algumas pesadas perdas salariais reais. E isso criou problemas reais para os cidadãos de baixa renda. Então quem, se não um sindicato, para garantir que se obtenham uma compensação?”

Körzell concorda que a tendência atual é em parte devida à atuação sindical nas crises econômicas recentes, causadas pela pandemia de covid-19 e a guerra russa na Ucrânia: a seu ver, os sindicatos teriam sido essenciais para evitar desemprego em massa, colaborando para governos e companhias se adaptarem aos contratos de curto prazo e negociando pacotes de compensação.

 

Trabalhadores percebem a própria importância

Outro fator, segundo Schulten, é os trabalhadores estarem se dando conta que as empresas precisam deles mais do que nunca, perante a escassez no mercado de trabalho. “Eles não têm medo de perder seus empregos. A falta de trabalho especializado não resultou automaticamente em melhores condições de trabalho, há necessidade de engajamento ativo.”

Marcel Fratzscher, presidente do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW) concorda: “Temos 1,8 milhão de vagas em aberto, e os empregados estão ficando mais confiantes e dizendo: ‘Queremos melhores condições de trabalho e melhores salários.'”

O problema é apenas 50% dos empregos da Alemanha são cobertos pelos acordos salariais coletivos negociados pelos sindicatos, destinados a garantir salários-mínimos em determinados setores – o que está bem longe da meta de 80%, estipulada pela União Europeia em 2022. Outros empregos estão efetivamente fora do raio de ação sindical.

“Claro, é difícil alcançar assalariados não incluídos nos acordos coletivos”, reconhece Körzell. “Mas temos visto, por exemplo, que até mesmo entregadores a domicílio estão lutando junto conosco para que suas companhias também participem desses acordos.”

 

Fonte: DW

Medida Provisória foi publicada nesta terça-feira (6)

 

O governo federal anunciou, na noite desta terça-feira (6), o aumento na faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para dois salários mínimos. É o segundo aumento na isenção desde o início deste governo.

O teto de isenção, que estava congelado em R$ 1.903,98 desde 2015, subiu em maio de 2023 para R$ 2.640,00 e agora vai para R$ 2.824,00. “A falta de atualização da tabela, ao longo de tantos anos, fez com que os brasileiros pagassem cada vez mais Imposto de Renda, retirando dinheiro das famílias”, afirmou o Ministério da Fazenda.

Conforme explicou a pasta, o contribuinte com rendimentos de até R$ 2.824,00 mensais será beneficiado com a isenção porque, dessa renda, subtrai-se o desconto simplificado, de R$ 564,80, resultando em uma base cálculo mensal de R$ 2.259,20, ou seja, exatamente o limite máximo da faixa de alíquota zero da nova tabela.

A Medida Provisória nº 1.206/24, com a alteração, foi encaminhada ao Congresso Nacional nesta terça-feira. A MP, no entanto, já está publicada no Diário Oficial e, portanto, já está valendo. No entanto, precisa ser ratificada pelo Congresso Nacional em até 120 dias.

 

Fonte: Agência Brasil

Geriatra explica que não há estudos de eficácia nessa faixa etária

 

A população idosa concentra, atualmente, as maiores taxas de hospitalização por dengue no Brasil. O grupo, entretanto, ficou de fora da faixa etária considerada prioritária para receber a vacina contra a dengue por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso porque a própria bula da Qdenga estipula que o imunizante é indicado somente para pessoas com idade entre 4 e 60 anos. Ainda assim, em laboratórios particulares, o imunizante é aplicado em idosos, desde que seja apresentado pedido médico.

A pergunta é: há risco para o idoso que recebe a vacina? Em entrevista à Agência Brasil, o geriatra Paulo Villas Boas explicou que a bula da Qdenga não inclui pessoas acima de 60 anos porque não foram feitos estudos de eficácia nessa faixa etária. O membro do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia destacou, entretanto, que a dose foi liberada para toda a população acima de 4 anos pela Agência Europeia de Medicamentos e a Agência Argentina de Medicamentos.

“Em médio prazo, acredito que haverá uma discussão sobre a liberação da vacina contra a dengue para a população com mais de 60 anos”, disse. “No presente momento, os idosos não são elegíveis. Se a dose for utilizada na população com mais de 60 anos, mesmo que seja recomendada por um médico, é considerado o que a gente chama de prescrição off label, ou seja, que não consta na liberação oficial. Alguns medicamentos são prescritos assim porque há estudos que mostram benefício.”

“Existe essa possibilidade da prescrição off label. Mas o que está acontecendo no Brasil hoje em dia? Há uma demanda muito grande da população idosa com desejo de se vacinar contra a dengue. Porém, mesmo nas clínicas privadas, não se encontra mais a vacina. Como ela foi liberada, o próprio laboratório não está conseguindo suprir a demanda para o SUS. Temos uma previsão, até o final do ano, de um aporte de cerca de 6 milhões de doses. Então o laboratório provavelmente não vai conseguir suprir a demanda para clínicas privadas.”

 

A melhor forma de combater a dengue é impedir a reprodução do mosquito. Foto: Arte/EBC
A melhor forma de combater a dengue é impedir a reprodução do mosquito. Foto: Arte/EBC - Arte/EBC

Villas Boas lembrou que os idosos são considerados grupo de risco para agravos decorrentes da infecção pela dengue. O maior número de óbitos, segundo o geriatra, acontece exatamente nessa faixa etária. Dados da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, por exemplo, mostram que, no ano passado, das 11 mortes registradas pela doença, oito foram em pessoas com mais de 60 anos. Em 2022, 79% dos óbitos provocados pela dengue no estado também foram entre idosos.

“A gente sabe que os indivíduos idosos são portadores de doenças crônicas como hipertensão, diabetes, doença do coração. Muitos têm estado em imunossupressão, ou seja, quebra da imunidade. E esses são fatores de risco para complicações da infecção pela dengue. Por isso, acredito que a médio prazo, ou mesmo a curto prazo, teremos dados cientificamente robustos que indiquem a vacinação contra a dengue para essa população.”

O geriatra reforçou que não há risco iminente para idosos que, com a prescrição médica em mãos, recebem a vacina contra a dengue, mas destacou aspectos considerados importantes quando o assunto é a imunização de pessoas com mais de 60 anos, como um estado de perda de imunidade normal da idade, chamado imunossenescência, e a tomada de medicações que podem aumentar a imunodeficiência, como o uso crônico de corticoides e outros tratamento específicos.

“Se eventualmente esse indivíduo idoso desejar ser vacinado, é importante que ele converse muito bem com o médico que irá prescrever a vacina. Um bom contexto de saúde desse indivíduo idoso, para que ele possa receber a vacina com total segurança. A gente tem que lembrar que a Qdenga é uma vacina com vírus atenuado e não com vírus morto. Se o indivíduo estiver com a imunidade mais baixa, pode ter uma resposta ou reação vacinal maior, desenvolvendo efeitos colaterais inerentes à vacinação, como mal-estar geral e febre. Não vai desenvolver um quadro de dengue clássico. Mas pode ter uma série de efeitos colaterais, descritos na própria bula da vacina.”

Na ausência de uma dose contra a dengue formalmente indicada para idosos, Villas Boas ressaltou que a prevenção da doença nessa faixa etária deve ser feita por meio dos cuidados já amplamente divulgados para o combate ao mosquito Aedes aegypti: impedir o acúmulo de água parada; usar repelentes sobretudo pela manhã e no final da tarde, horários de maior circulação do Aedes aegypti; e utilizar roupas de manga longa e em tons mais claros.

Medidas de proteção individual para evitar picadas de mosquitos. Foto: Arte/EBC

Medidas de proteção individual para evitar picadas de mosquitos. Foto: Arte/EBC - Arte/EBC

“A prevenção da dengue para a população idosa é idêntica à prevenção da população em geral. Não há nada específico. São aquelas orientações que a gente cansa de ouvir e cansa de ver que as pessoas não fazem”, disse. “Tudo o que possa evitar o indivíduo de ser picado contribui”, concluiu. 

 

Fonte: Agência Brasil

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