A PNAD revelou aumento de empregados com carteira de trabalho assinada. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

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A taxa de desemprego no trimestre encerrado em outubro foi de 8,3%, uma queda de 0,8 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior (maio a julho). É a menor menor para o período desde 2014. Na comparação com o mesmo trimestre de 2021, a queda foi de 3,8 p.p. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada hoje (30) pelo IBGE.

 

O número de pessoas ocupadas chegou a 99,7 milhões, um aumento 1% no trimestre. A melhora já é reflexo do tradicional aumento de geração de emprego nos últimos meses do ano.

 

Já população desocupada foi de 9 milhões de pessoas, o que presenta um recuo de 8,7% em comparação com o tri encerrado no mês de julho, menos 860 mil pessoas, o menor nível desde julho de 2015. A taxa de subutilização caiu para 19,5%, uma queda de 1,4 p.p. no trimestre e 6,7 p.p. contra o mesmo trimestre do ano passado.

 

Número de trabalhadores com carteira e rendimento seguem tendência de crescimento

 

A PNAD também revelou aumento de 2,3% (822 mil pessoas) empregados com carteira de trabalho assinada, o que mostra não apenas que o mercado de trabalho está em expansão, mas também apresentando crescimento na formalização da população ocupada.

 

O rendimento real habitual também cresceu de 2,9% em relação ao trimestre anterior, chegando ao valor de R$ 2.754.

 

Entre as posições, destaque para as altas no grupo de Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (3,4%, ou mais R$ 137) e Conta própria (3,3%, ou mais R$ 69), além do Empregado com carteira de trabalho assinada (3,1%, ou mais R$ 79).

 

Já entre os grupamentos, os maiores aumentos foram em Transporte, armazenagem e correio (6,5%, ou mais R$ 163), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (5,7%, ou mais R$ 100) e Construção (5,5%, ou mais R$ 114).

 

A PNAD aponta para o recorde da série histórica na massa de rendimento real habitual, que chegou a R$ 269,5 bilhões, um crescimento de 4% no trimestre e 11,5% na comparação anual.

 

Também o número de empregados sem carteira assinada no setor privado bateu o recorde da série, chegando 13,4 milhões de pessoas, um aumento de 2,3% (297 mil pessoas) contra o trimestre anterior e de 11,8% (1,4 milhão de pessoas) no ano.

 

O número de empregados no setor público foi outro a bater o recorde da série histórica (12,3 milhões) crescendo 2,3% no trimestre e 10,4%. Já a taxa de informalidade foi 39,1% da população ocupada menor que o trimestre anterior, quando foi de 39,4%, e no mesmo período do ano passado, quando atingiu 40,7%. O número de trabalhadores informais chegou a 39 milhões.

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